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Vamos Observar

Existem mais de 5.000 espécies diferentes de mamíferos em todo o mundo, sendo 770 espécies de mamíferos nativos com ocorrência confirmada no Brasil e 250 espécies na Mata Atlântica. Mas esse número vem sendo superado pelas 10.000 espécies de pássaros existentes em todo mundo, não é de admirar que a observação de pássaros tenha se tornado o hobby de observação da vida selvagem mais comum.

Mas a observação de mamíferos está se tornando popular em muitos países. Alguns são populares: um safari africano, observação de gorilas nas montanhas ou um dia de observação de baleias, por exemplo, como já acontece aqui na Praia do Forte.

É uma prática que permite aos visitantes além da observação, aprender sobre o habitat deste animal, aprender sobre comportamento e possíveis ameaças, sendo assim uma importante ferramenta de educação ambiental, contribuindo muito para a conservação destas espécies.

O termo mammalwatching, já utilizado em muitos lugares, vem se difundindo e no Brasil é relativamente novo.

Observar mamíferos na Mata Atlântica requer paciência e persistência, pois envolve mata fechada e animais tímidos para a observação.

Na Floresta do Aruá encontramos espécies endêmicas e ameaçadas como a Preguiça-de-coleira-do-nordeste (Bradypus torquatus) e Ouriço-preto (Chaetomys subspinosus).

A preguiça-de-coleira, antes descrita como uma única espécie para todo Brasil, se dividiu recentemente em duas espécies após um grande estudo realizado pelo Instituto Tamanduá, sob liderança de Flávia Miranda (Journal of Mammalogy, Volume 101, Edição1, fevereiro de 2023, páginas 86-103, https://org/10.1093/jmammal/gyac059). Este estudo, demonstrou que duas espécies de preguiça-de-coleira podem ser reconhecidas: a preguiça-de-coleira-do-nordeste (Bradypus torquatus) que ocorre na Bahia e Sergipe e a preguiça-de-coleira-do-sudeste (Bradypus crinitus) que ocorre no Rio de Janeiro e Espírito Santo, sendo a Praia do Forte a maior área de ocorrência para a Preguiça-de-coleira-do-nordeste em todo o Brasil. 

O ouriço-preto (Chaetomys subspinosus), espécie considerada extinta por 30 anos e redescoberta por pesquisadores na década de 80, tem uma população decrescente e ainda pode ser visto por aqui, fazendo com que a Floresta do Aruá tenha entrado como roteiro internacional de mammalwatching.

Através de uma proposta em parceria com o Laboratório de Ecologia Aplicada à Conservação – UESC, teve inicio um projeto titulado em Projeto Conecta-Vidas: avaliação da eficácia de cordas simples como estrutura de travessia de fauna e ferramenta de sensibilização ambiental para a conservação da preguiça-de-coleira-do-nordeste e ouriço-preto”, no corredor florestal composto pela Praia do Forte, Floresta do Aruá, Reserva Sapiranga e  Camurujipe, município de Mata de São João, Bahia.

Foram instaladas 12 pontes de corda simples com armadilhas fotográficas, para avaliar quais espécies utilizam estas estruturas, quantificar a taxa de travessia de cada espécie, avaliar mudanças temporais e identificar quais atributos das pontes e dos locais de instalação influenciam a sua eficácia em termos de taxa de travessia e diversidade de espécies contempladas. O Projeto está em andamento. 

Venha viver
esta aventura!

As saídas para mammalwatching acontecem pela Floresta do Aruá e Reserva Sapiranga, Mata Atlântica preservada, com guia especializado.

Características do roteiro: Saída da Floresta do Aruá 6:00hs com destino para as trilhas da Floresta do Aruá e Sapiranga. Valor: 350,00 por pessoa. Duração: das 06h às 17h (almoço não incluso).

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